BRUNA NERES WLINGER

CHEFE DO CONTROLE INTERNO

CONTROLADORIA MUNICIPAL
Na maioria das organizações, a área de Controle Interno tem uma participação "operacional" junto aos gestores, ou seja, determina o que os gestores devem fazer em relação a controles em seus processos. Essa é uma postura inadequada para a área de controles. A partir do momento em que o controle interno determina o que deverá ser feito, a responsabilidade dos gestores com relação a controles é nenhuma. Em caso de problemas em seus processos, os gestores dirão apenas: "fiz o que o Controle Interno determinou".
A função do Controle Interno deve ser de assessoria aos gestores, na busca pelos controles adequados em seus processos. Assessoria através de sugestões, recomendações e suporte. Porém, a decisão final do controle que será implementado no processo, será sempre do gestor. Ele é o responsável pela operação e pelo controle de seu processo.
O Controle Interno deve − e essa é uma de suas maiores responsabilidades −, monitorar os processos-chave e críticos, verificando, através de suas revisões periódicas, se os controles praticados pelo gestor atendem às necessidades de controle do processo. Além disso, a área de Controle Interno deve informar a direção da organização sobre os resultados dos planos de ação estabelecidos para cada um dos riscos identificados nos processos. 
Essa minha opinião tem como suporte técnico a metodologia C.O.S.O. (Comitee of Sponsoring Organizations), os princípios e práticas estabelecidos pelo Comitê da Basiléia e Escola Americana de Auditoria. 
Os gestores precisam estar conscientes de que são os responsáveis, em primeira linha, pelos controles de seus processos. A "desculpa" de que gestores não conhecem princípios e práticas de controles, não serve para minimizar um grande erro cometido pela maioria das organizações, ao não capacitar seus gestores nas práticas e princípios de controle. Infelizmente, no entanto, grande parte das organizações que atuam no Brasil (nacionais -públicas e privadas- e multinacionais) não consideram a capacitação de seus gestores em controles como uma prioridade.
Organizações com gestores capacitados em princípios e práticas de controles terão processos mais rápidos e com controles adequados às necessidades da operação, além de o gestor do processo não precisar ficar na dependência da revisão das operações e controles, por parte da área de Controle Interno. 

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Titulo BRUNA NERES WLINGER
Descricao CHEFE DO CONTROLE INTERNO