Notícia Sec. de Obras

Jovens de 15 a 17 anos serão prioridade na educação

Secretária estabelece como prioridades manter esse público na escola e melhorar o sistema de avaliação do ensino.
Publicado em: 25/05/2015 ás 18h56
Autor:

Melhorar o atendimento escolar para jovens entre 15 e 17 anos e reformular as formas de avaliação da educação serão, segundo a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, as prioridades do Plano Estadual de Educação. A secretária participou do Debate Público Plano Estadual de Educação: Fundamentos para Discussão e Monitoramento, iniciado na manhã desta segunda-feira (25/5/15) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A programação segue durante todo o dia.

O analfabetismo entre pessoas acima de 15 anos em Minas Gerais alcança 7,6% e está acima da média da região Sudeste, de 4,8%. “Pesa nesse ponto o tamanho do Estado e as características dos municípios, que têm grande extensão territorial e, muitas vezes, têm como única renda o Fundo de Participação dos Municípios”, explicou Macaé Evaristo.

A secretária ressaltou, porém, que a maior parte desse analfabetismo está entre a população de idade mais avançada, e não entre os jovens. “Conseguimos, em Minas Gerais e no Brasil, estancar o crescimento do analfabetismo, já que conseguimos alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade. Agora, precisamos atacar o analfabetismo funcional”, afirmou.

Preocupa, porém, que cerca de 15% dos jovens mineiros entre 15 e 17 anos estejam fora das escolas e, entre aqueles que frequentam instituições de ensino, quase 40% ainda estariam no ensino fundamental, segundo Macaé Evaristo. Por isso, manter os jovens na escola e ajudá-los a avançar será, ainda de acordo com ela, uma agenda prioritária.

Sistema de avaliação precisa de mudanças, segundo secretária

Macaé Evaristo criticou as formas de avaliar a educação no Estado 
Macaé Evaristo criticou as formas de avaliar a educação no Estado - Foto: Clarissa Barçante

As formas de avaliar a educação no Estado foram criticadas pela secretária, que disse ser necessário repensar o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simade). Ela salientou que Minas Gerais foi o primeiro Estado do País a implantar um sistema de avaliação educacional, mas que é preciso avançar. A simultaneidade entre as provas estaduais e as nacionais foi uma das críticas. “Precisamos conversar e pensar em como conciliar, ou até alternar, essas avaliações”, disse.

Ainda sobre o Simade, a secretária disse, ainda, que o fundamental é se apropriar dos resultados dessas provas. “Não adianta só avaliarmos, como fazemos hoje. É preciso intervir, avançar, olhar para os estudantes, para os profissionais, para as estruturas”, disse. Ela garante que esse debate será feito por sua pasta.

Minas Gerais tem 4 milhões de estudantes

A secretária de Educação apresentou também alguns dados. Segundo ela, Minas Gerais conta com 3.640 unidades de ensino, 336 delas em áreas rurais. Essas instituições atenderiam hoje mais de 4 milhões de estudantes. Ela lembrou, porém, que existem algumas distorções nas classificações de escolas rurais e urbanas e nas avaliações das instituições.

Ela citou como exemplo o município de São João das Missões (Norte de Minas), que conta com oito escolas, mas cada uma delas com vários anexos em áreas diferentes da cidade, totalizando 32 unidades, e lembrou que os anexos nem sempre têm a mesma estrutura da sede. Macaé Evaristo disse que é preciso levar em consideração essas questões para que o Plano Estadual de Educação não acabe acentuando as desigualdades. “O foco da nossa politica educacional é reduzir as desigualdades regionais”, afirmou.

Agricultura familiar – Diante de questionamento de um dos participantes sobre cumprimento da lei que determina que pelo menos 30% da merenda escolar deve ser proveniente de agricultura familiar, Macaé Evaristo apresentou algumas dificuldades que estão adiando o alcance da meta. Ela citou, por exemplo, a dificuldade dos produtores em atenderem às necessidades das instituições. “Como fornecer alface o ano inteiro”, exemplificou. Ela também falou nas dificuldades para os gestores de cumprir etapas burocráticas, como apresentar três orçamentos e conseguir notas fiscais dos agricultores. Ela afirmou, porém, que as Secretarias de Educação e de Desenvolvimento Agrário já iniciaram conversas para superar essas dificuldades.

Comentários
Deixe seu comentário:
Seu Ip:54.82.112.193 - (caracteres restantes: 500)

MAIS NOTÍCIAS

PROCESSO DE LICITAÇÃO Nº.026/2017

Ver

Índios e quilombolas de Santa Helena de ...

Ver

A limpeza dos córregos de Santa Helena d...

Ver

Mensagem do Prefeito aos Professores

Ver

São João de Santa Helena de Minas 2017

Ver

Campeonato Municipal de Santa Helena de ...

Ver

Dia do índio

Ver

Creas Regional em Águas Formosas é inaug...

Ver

Governo estuda aumentar impostos sobre c...

Ver

Governo de Minas vai nomear 1.500 profes...

Ver

Congresso quer reforma para garantir ree...

Ver

Ido Folia

Ver

Dia de Mobilização em Combate a Dengue

Ver

Festa das crianças: realização prefeitur...

Ver

Dia de lazer em comemoração ao dia das C...

Ver

PROJETO SAÚDE NA ESCOLA

Ver

Trator da Prefeitura Municipal de Santa ...

Ver

Cavas para implantação das Cisternas par...

Ver

ARTESANATO, BONECOS E ELEFANTE FEITO COM...

Ver

Artesanatos da Bela Idade de Bom Jesus d...

Ver
VER TODAS